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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Despejo derruba gigante no coração do Rio de Janeiro

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Sandro Oliveira
Cerca de 400 familias foram despejadas hoje no coração de nossa capital. A operação foi mais um paço da política de limpeza do centro e criminalização da pobreza. Política essa que vem claramente crecendo a cada dia que passa. A cada prédio desocupado, os argumentos se repetem, ou a defesa civil interdita sob a alegação de falta de estrutura e de higiene, ou o estado classifica como reduto de malandros, malfeitores, capoeiras e marginais de um modo geral. É importante ressaltar que isso é parte de uma política de exclussão da população pobre da área de maior articulação de nossa cidade. Os poderosos não querem a beleza de nossa cidade maravilhosa, que parece ser construída para estrangeir@ admirar, seja estragada por uma população de rua, desempregada e traçada de sofrimento com caneta tão funda que ainda aparenta ser escrava. Para eles é claro que agradar @s estrageir@s seja fazendo e pagando cada vez mais dividas, ou sendo o melhor anfitrião do mundo, aquele que te recebe em casa para que você o roube e quando você vai embora ele ainda diz volte sempre,  é muito mais importante do que tratar de forma minimamente digna aquel@s que constroem esse país.
" O despejo não foi pacífico, mas, um incidente maior foi evitado com o vazamento da informação sobre a rebelião que se armava. Em ofício o chefe da polícia (...) Bernardino Ferreira da Silva, advertiu o prefeito sobre uma resistência armada que tinha o objetivo de impedir a demolição" e no final das contas a remoção ocorreu mesmo com o número grande de pessoas morando no espaço e mesmo com a incrudulidade na ação, por parte de alguns setores da sociedade como revela a matéria publicada pelo Jornal do Brasil. "Não creio na vitalidade das administrações que pretendem esmagar essa cabeça-de-porco mais forte... De tal sorte fortaleceu-se no âmbito público a convicção de que essa cabeça de porco era fatal, uma visita ministerial a célebre hospedaria equivalia ao prenúncio de demissão. Sobre a ruína de muitos governos a cabeça ia afirmando na sua gargalhada a superioridade de seu prestígio e a existencia efêmera daqueles que queriam destruíla. O prefeito prometeu fulminar essa medéia. Receio muito pela existência do cidadão ilustre que governa a capital (...).
O prédio despejado era localizado na avenida barão de São Felix, dando fundo para a pedreira dos cajueiros, foi chamado Cabeça de Porco e seu número de habitantes chegou a quase 4 mil, apesar de variar entre 400  no momento em que foram despejadas sabe se lá para onde. O prefeito da cidade, Barata Ribeiro concedeu aos antigos moradores o direito de usar as madeiras em bom estado para construir seus novos barracos nas margens do morro da Favella, mas da prefeitura mesmo nenhuma verba foi destinada para construção de moradias dignas para realocar aquelas famílias.
RIO DE JANEIRO 26 DE JANEIRO DE 1893.
QUALQUER SEMELHANÇA COM A POLÍTICA HABITACIONAL ATUAL NÃO É MERA CONSCIDÊNCIA E SIM UM CLARO EXEMPLO DE QUE A POLÍTICA DE CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA E DE EXPURGAÇÃO DA POPULAÇÃO PODRE DO CENTRO É PARTE DE UM PROCESSO HISTÓRICO.  ASSIM COMO DEVE SER A LUTA POR UMA REFORMA URBANA QUE DÊ MORADIA DIGNA A NÓS DECENDENTES DO CABEÇA DE PORCO, DO MORRO DA FAVELLA, DO MORRO DE SANTO ANTÔNIO, DO MORRO DO CASTELO E DE TANTAS OUTRAS HIDRAS DO ESTADO E DO PAÍS.
PS.: Só para que não confundam o nome do atual prefeito é Eduardo Paes e ele ainda não é nome de rua na zona sul.

Moradores da Cruzada São Sebastião cobram Clínica de Saúde da Família dentro da Comunidade conforme prometido pelo prefeito Eduardo Paes.

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Sandro Ivo
Em julho de 2010 o atual prefeito da cidade do Rio de Janeiro Eduardo Paes fez uma visita a Cruzada São Sebastião no Leblon. Na ocasião foi colocada a dificuldade de um número grande de moradores de vencer a distância até o Hospital Municipal Miguel Couto e ao posto de saúde Píndaro de Carvalho na Gávea. Antes de deixar a comunidade o prefeito Eduardo Paes prometeu aos moradores presentes e ao presidente da Associação de Moradores da Cruzada São Sebastião (AMORABASE), Joel Nonato, que instalaria uma Clínica de Saúde da Família dentro da cruzada.
Cinco meses depois mesmo com alguns impasses quanto ao espaço físico onde era cogitada a instalação da clínica, já existia uma equipe composta por um Clínico Cardiologista (Dr. Ricardo), uma enfermeira (Isabelle) uma técnica de enfermagem (Amanda), além de vários agentes comunitários de Saúde, entre eles Cláudio e Maria do Socorro atuando na comunidade. Em janeiro deste ano os moradores da Cruzada São Sebastião já estavam comemorando a conquista, lançando inclusive no jornal da associação de moradores a seguinte matéria de capa: “Cruzada São Sebastião ganha Clínica Médica de Família.”
Porém, a situação atual é outra. O último informe a chegar à associação dos moradores foi que a intenção da prefeitura é implantar a Clínica da Família em anexo ao mesmo posto de saúde já reclamado pelos moradores que fica mais longe da comunidade que o Hospital Miguel Couto.
Segundo uma das agentes, os agentes comunitários já estão tendo que se locomover até o posto para começar e terminar o dia de trabalho, coisa que até então estava sendo feita na própria comunidade.
A prefeitura alega que não existe na comunidade um espaço o qual possa ser adquirido para que ela instale a Clínica, por isso ela terá que fazê-lo a dois km de distância. No entanto o projeto da Clínica da Família é trazer o serviço de saúde para próximo da população, se a clínica for implantada no posto de saúde cuja principal reclamação dos moradores daquela comunidade é à distância a ser vencida, não fará diferença nenhuma na situação atual e será uma descaracterização do projeto e, portanto, um gasto desonesto do dinheiro público.
A resposta dos moradores veio do 7º bloco, que aprovou através de um abaixo assinado, abrir mão da área comum no térreo para ser cedida a prefeitura, por meio de seção de uso, para implantar a clínica dentro da comunidade. Mediante a informação recebida da AMORABASE o síndico do 7º bloco Valdir Legal da Silva entregou a ouvidoria da Secretária Municipal de Saúde via internet a seguinte contestação:
“Acreditando na promessa do atual prefeito Eduardo Paes, após uma visita a nossa comunidade, esperava-se com muita ansiedade a implantação da Clínica da Família dentro da Cruzada São Sebastião. (Leblon)
Após intensa movimentação da comunidade para esta implantação, Conseguimos um espaço especificamente no 7º bloco, que teve a aprovação de 98 % dos moradores do mesmo, para a utilização.
Muito nos surpreendeu a intenção da prefeitura de implantar a referida clínica, anexada ao posto de saúde Píndaro de Carvalho na Gávea que fica aproximadamente 2,0 Km (em torno de 25 min.) de distância da nossa comunidade.
Venho como morador da comunidade e sindico do 7º bloco desde já manifestar o meu descontentamento e dos condôminos, com essa intenção da prefeitura, que só virá a prejudicar principalmente os idosos, cadeirantes, gestantes e outros acamados de nossa comunidade.”
A instalação dessa unidade da Clínica de Saúde da Família dentro da comunidade é uma necessidade para a cruzada que conta com um número muito grande de idosos, pessoas que moram aqui desde 1957, dois anos depois da “inauguração em 29 de outubro de 1955.
A Cruzada São Sebastião nasceu de um convênio firmado entre o então presidente da República Café Filho e Dom Hélder Câmara, bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Com esta iniciativa pioneira, Dom Hélder começava o ambicioso projeto de erradicar em dez anos as 150 favelas existentes na cidade do Rio de Janeiro.
A Arquidiocese do Rio de Janeiro conseguiu, através de Dom Hélder Câmara, a doação pela Marinha do terreno com frente no Jardim de Alah para a construção das moradias. Com material e mão de obra cedida por empresas do ramo da construção civil, foram construídos dez blocos de apartamentos com sete andares cada um. Esses imóveis não foram doados às famílias e sim vendidos, através de financiamento em 15 anos, com prestações mensais de 10% a 15% do salário mínimo, dependendo do tamanho do apartamento.
O projeto beneficiou 910 famílias selecionadas na antiga favela Praia do Pinto, situada num terreno vizinho, onde se encontra hoje o conjunto de prédios chamado Selva de Pedra. A favela Praia do Pinto, então a maior favela da zona sul (40 000 habitantes em 1964) permaneceu no lugar até 1969, quando as famílias, desalojadas por um incêndio, foram removidas e instaladas em conjuntos habitacionais ( Cidade Alta de Cordovil, Cidade de Deus, Vila Kennedy e Maré.) - Maiores informações no site do Museu da Cruzada -
Apesar das dificuldades do cotidiano, a maioria dos moradores gosta de estar residindo na comunidade. Pessoas famosas que nasceram ou viveram na Cruzada São Sebastião deixam os moradores orgulhosos de sua história. “É o caso, por exemplo, do jogador de futebol Adílio e da atriz e cantora Zezé Motta, que até desenvolveu um trabalho de teatro no local.”
Hoje com uma população de cerca de 4 mil habitantes, muitas das pessoas que vieram da praia do pinto, formam o conjunto de idosos da comunidade, que mesmo com a dificuldade e todo o peso da idade batalham todos os dias contra as escadas dos blocos, que apesar de terem 7 andares cada um, nenhum deles tem um elevador. Esses idosos são quem mantém viva a história da Cruzada São Sebastião. E em respeito a esses idosos, seus filhos, netos e bisnetos, que os moradores, os síndicos dos dez blocos da Cruzada e a AMORABASE, avisam que se preciso vão por “os blocos na rua” para que o prefeito cumpra a sua promessa e instale dentro da comunidade uma Clínica de Saúde da Família.

Moradores do Caju em Maricá sofrem sem transporte Público

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A comunidade do caju em maricá sofre com os mandos e desmandos das empresas de ônibus que mandam e desmandam em Maricá.
Sandro Ivo
Trabalhadores e  alunos tem que andar quilômetros para chegar ao centro da cidade porque a Costa Leste, empresa responsável pela licitação de transporte  do local aos poucos deixa os moradores a pé, sob a alegação de que está perdendo passageiros para as kombis.
A questão é que os ônibus só passam em dois horários as 07:00 da manhã e as 12:20, já as kombis passam de hora em hora e de segunda a sexta, a cada duas horas no sábado e NÃO PASSAM NO DOMINGO.