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quarta-feira, 7 de março de 2012

Apoio ao projeto do Jornalismo B

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A luta pela democratização da comunicação precisa do teu apoio.
Basta acessar, conhecer o novo projeto do Jornalismo B e contribuir - http://catarse.me/pt/projects/501-jornalismo-b-impresso-2012
Tomar essa atitude é ajudar a fortalecer a mídia independente.

Nos últimos quatro anos e meio buscamos, no blog (http://jornalismob.wordpress.com/ ), desconstruir o discurso da grande mídia brasileira, sempre com vistas à luta pela democratização da comunicação. Desde maio de 2010, juntou-se a essa luta o Jornalismo B Impresso, reconstruindo esse discurso a partir de uma visão plural, popular e democrática.

O jornal, distribuído gratuitamente em Porto Alegre e com a possibilidade de ser assinado em qualquer lugar do Brasil, trabalha com fontes alternativas de financiamento, mantendo-se sempre absolutamente independente de partidos políticos ou interesses econômicos. Nossos únicos compromissos são com as lutas populares e com a democratização da mídia como caminho para o aprofundamento da democracia em geral.

Para darmos continuidade a essa grande batalha, precisamos do apoio de cada um de vocês.
Inscrevemos um projeto no site Catarse, que atua para o financiamento de projetos culturais, e precisamos atingir R$ 13.500 em doações até o dia 31 de março.
As contribuições podem ser a partir de R$ 10, e são a forma encontrada por nós para mantermos o jornal circulando - e de forma gratuita - com a independência e a coerência necessárias ao bom jornalismo.

Para acessar o projeto, assistir ao vídeo de divulgação e contribuir com o fortalecimento da mídia independente, basta acessar o link a seguir: http://catarse.me/pt/projects/501-jornalismo-b-impresso-2012

Contamos com todos vocês para contribuir financeiramente e ajudar a divulgar o projeto. Apenas de forma coletiva conseguiremos avançar na luta por democracia.

Além da impressão dos jornais, a ideia do financiamento a partir deste projeto é possibilitar o pagamento ao diagramador, que até hoje apoia gratuitamente com seu trabalho, e a contratação de uma pessoa que faça a ponte entre o Jornalismo B (por extensão, a mídia alternativa) e os movimentos sociais, em um diálogo fundamental para fortalecer ambos os lados e construir uma sociedade mais democrática.

É no trabalho coletivo que poderemos avançar. Faz a tua parte. Contribui com quanto puderes e te integra a essa luta!

terça-feira, 6 de março de 2012

Ninguém acha que é racismo descarado?

Um comentário:

Já vi algumas vezes o anuncio do CCAA, porém, hoje é que fui realmente prestar atenção nele.
Dois garotos brancos com cara de playboy vão parar no paraíso. O paraíso é uma ilha com milhares de clones da "Deusa", "linda", "esbelta" de olhos claros e cabelos lisos Megan Fox. Ela pergunta alguma coisa em inglês para os garotos, que por não falarem absolutamente nada em inglês, gaguejam e tentam alguma comunicação tipica de primário de escola pública. O castigo dado aos dois foi o inferno. Um lugar com fogo fumaça e cinzas pra todos os lados cheio de clones do Negro, "animalesco" e aparentemente retardado Mike Tysson.
Deixa eu ver se eu entendi. O céu ta cheio de mulher branca gostosa e o inferno ta cheio de negro brigão?

NOTA PÚBLICA SOBRE OCUPAÇÃO POLICIAL DA ROCINHA

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Nós, entidades da Rocinha e organizações da sociedade civil do Rio de Janeiro, manifestamos a todos nossa preocupação com a situação que a Rocinha enfrenta neste momento. Exigimos do Governo do Estado e do Governo Federal que garantam que a ocupação policial de amanhã seja feita com total respeito aos direitos dos moradores e de suas famílias.

Há cerca de um ano, durante a ação da polícia no Complexo do Alemão, com apoio e participação das Forças Armadas, diversos crimes e abusos foram praticados por agentes públicos, no exercício de suas funções. No entanto, governantes, parlamentares, meios de imprensa e outras entidades ignoraram as denúncias feitas por moradores e por organizações da sociedade civil, e comprovadas posteriormente com a investigação feita pela Polícia Federal. Ainda hoje, casos de violações de direitos cometidas por soldados do Exército têm sido documentados no Alemão.

Acreditamos que todas as favelas e comunidades pobres do Rio de Janeiro têm o direito a uma vida com segurança plena garantida pelo Estado. No entanto, a presença estatal, obviamente, deve ser feita com o respeito absoluto a todos os direitos dos cidadãos que sempre viveram na Rocinha, e que não podem ser tratados como criminosos.

Estaremos atentos e não vamos tolerar:
  • invasão da casa de moradores sem mandado judicial;
  • abordagem policial truculenta;
  • agressões, espancamentos e execuções sumárias;
  • prisões arbitrárias, feitas sem qualquer prova;
  • extorsão e roubo feita por grupos de policiais criminosos.

Esperamos ainda que os meios de imprensa cumpram seu dever de fiscalização da atividade policial e façam uma cobertura que relate com fidelidade e equilíbrio o momento delicado pelo qual as famílias que moram na Rocinha passam, não omitindo as denúncias dos moradores nem baseando-se exclusivamente na versão das autoridades policiais, como infelizmente a maior parte dos veículos de comunicação procedeu por ocasião da ocupação dos Complexos do Alemão e da Penha.

Lembramos, por fim, que não acreditamos que a paz seja alcançada através da violência. Exigimos que a cultura da favela seja respeitada e que os direitos a educação, saúde, moradia, entre outros, sejam encarados como prioridade pelos governos.

As entidades e organizações abaixo assinadas estão atentas e comprometem-se a receber e dar ampla divulgação a todas as denúncias comprovadas, de quaisquer violações de direitos que venham a ser cometidas na planejada ocupação.

Voltando a ativa

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A partir de agora eu voltarei a atualizar o blog, a intenção é uma atualização diária com textos mais informais. Sendo assim até breve.