Total de visualizações de página

quarta-feira, 18 de julho de 2012

WILLIAM BONNER, JORNAL NACIONAL, NOAM CHOMSKY E AS TÉCNICAS INFALÍVEIS DE MANIPULAÇÃO

Nenhum comentário:

Reproduzido da página Fazendo Média

Professor Laurindo Leal Filho testemunhou deboches de William Bonner a respeito dos telespectadores do Jornal Nacional, apelidados pelo atual âncora do telejornal de Homer Simpson; Noam Chomsky explica os métodos do JN
Não é de hoje que vários pensadores sérios estudam o mecanismo da manipulação da informação na mídia de mercado. Um deles, o linguista Noam Chomsky, relacionou dez estratégias sobre o tema.
Na verdade, Chomsky elaborou um verdadeiro tratado que deve ser analisado por todos (jornalistas ou não) os interessados no tema tão em voga nos dias de hoje em função da importância adquirida pelos meios de comunicação na batalha diária de “fazer cabeças”.
Vale a pena transcrever o quinto tópico elaborado e que remete tranquilamente a um telejornal brasileiro de grande audiência e em especial ao apresentador.
O tópico assinala que o apresentador deve “dirigir-se ao público como criaturas de pouca idade ou deficientes mentais. A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantil, muitas vezes próxima da debilidade, como se o espectador fosse uma pessoa de pouca idade ou um deficiente mental. Quanto mais se tenta enganar o espectador, mais se tende a adotar um tom infantil”.

INDÍGENAS DE CAUCA DÃO UMA LIÇÃO AO MUNDO

Nenhum comentário:
Reproduzindo da página Fazendo Média


Nos últimos dias assomou nos noticiários brasileiros a notícia de que um grupo de índios colombianos havia ocupado uma base militar na cidade de Toríbio, região de Cauca, expulsando dali o exército. As notas falavam que os indígenas já estariam cansados de viver sob o fogo cruzado das forças do Estado e da guerrilha comandada pelas Forças Armadas Revolucionárias Colombianas, as Farcs. Mas, a notícia, assim, solta, não dá conta do longo processo de luta e resistência das comunidades originárias daquela estratégica região. Como sempre, falta a imprensa brasileira o devido cuidado com a contextualização dos fatos.
A zona de Cauca é considerada um importante e estratégico corredor que liga a região amazônica ao oceano pacífico, com passagem também para o Equador e, por isso, desde muitos anos vem sendo disputada pelo Estado e pelas FARCs. Além disso, sempre é bom lembrar que a situação de guerra civil na Colômbia tampouco é de hoje. Isso começou no longínquo ano de 1948 quando Jorge Gaitán, um político liberal e progressista, às vésperas de ganhar a eleição presidencial, foi assassinado, levando o povo a uma explosiva revolta que foi violentamente reprimida pelas forças reacionárias, mandantes do crime. Desde aí, a população acabou sendo obrigada a se armar, para enfrentar as forças do exército como também os inúmeros grupos de bandoleiros que se aproveitaram do caos para roubar e saquear.

domingo, 15 de julho de 2012

UPP NÃO É PACIFICAÇÃO, É MILITARIZAÇÃO!

Nenhum comentário:

Divulgação | Original na página Fazendo Média
No próximo dia 16/07 será realizada a primeira audiência (na 4a Vara Criminal do Tribunal de Justiça) do processo em que os policiais militares Paulino Mendes Ferreira e Diego Goulart, ambos da UPP do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, respondem pelo assassinato de André de Lima Cardoso Ferreira, no Dia dos Namorados (12/06) de 2011. André, 19 anos, estava indo comprar um lanche para sua esposa, grávida de 9 meses, quando foi abordado pelos PMs. Após uma sessão de agressões, os policiais mandaram o rapaz ir embora mas o atingiram covardemente pelas costas. André foi levado ao hospital por moradores, mas não resistiu aos ferimentos.
O covarde assassinato de André foi apenas o mais grave caso de abusos e violências cometidos pela UPP na comunidade pobre de Copacabana e Ipanema, que incluem ofensas, agressões, prisões arbitrárias e outras. Outro André, dono de um bar, não morreu por pouco após ser agredido e alvejado por policiais. Os PMs, agindo como sempre faz a polícia para encobrir seus assassinatos cometidos em favelas e áreas pobres, registraram a morte de André Ferreira como “auto de resistência”, ou seja, alegaram que teriam trocado tiros com o rapaz, o que contraria todas as evidências e testemunhos. Dessa forma, a morte de André foi o primeiro caso a vir a público, de execução sumária justificada por auto de resistência cometida por policiais lotados em Unidades de Polícia Pacificadora desde que o programa das UPPs começou a ser implantado no Rio de Janeiro no final de 2008.
charge_upp
Primeiro, mas infelizmente não o único. A realidade observada no Pavão-Pavãozinho-Cantagalo repete-se em várias outras comunidades ocupadas por UPPs, muitas vezes de forma agravada. No morro do Fogueteiro, no Catumbi, em menos de um mês, em junho passado, foram assassinados por PMs o mecânico Jackson Lessa dos Santos e o adolescente Thales Pereira Ribeiro. Na Fallet, ocupada pela mesma UPP do Fogueteiro, uma menina de 10 anos foi baleada na perna durante uma operação policial. Em março um jovem de 16 anos foi baleado na Mangueira, e um morador de 22 anos foi alvejado por um PM da UPP da Providência que ficou com ciúmes ao vê-lo com sua ex-namorada! Em dezembro de 2011, Abraão da Silva Maximiano, de 15 anos, foi executado por militares do exército (que até há pouco ocupavam os Complexos da Penha e Alemão como “preparação” para a UPP) no morro do Caracol, Complexo da Penha. Esses são apenas os casos mais recentes e que se tornaram públicos, pois há vários relatos de execuções sumárias (assassinatos) de criminosos que, segundo a lei e os princípios do direito à vida e a um julgamento justo, deveriam ter sido presos. Nesses casos, como vários que teriam acontecido no morro da Mineira, nas favelas do Catumbi, Estácio e Complexo do Alemão, geralmente os familiares acabam não fazendo a denúncia pública.

Ato em São Paulo pede fim de genocídio contra população negra

Nenhum comentário:
Divulgação | Original Agência Pulsar Brasil


Um grupo de pessoas protestou no início da noite desta quarta-feira (11) contra a intensificação da violência contra a juventude pobre e negra na periferia de São Paulo. O ato foi organizado por 39 entidades.







Os manifestantes denunciam que um genocídio vem ocorrendo por causa de um suposto revide da polícia militar à morte de seis agentes públicos. Desde o dia 13 de junho, pelo menos 127 pessoas morreram em situações com sinais de extermínio no estado.
O protesto aconteceu no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista. Por volta das 19h, dois policiais solicitaram a carteira de identidade de Wilson Honório da Silva, do Quilombo Raça e Classe, que se recusou a fornecer a documentação.
Wilson argumentou que a organização do protesto era horizontal, portanto, não havia um único responsável. Diante da insistência, ele pediu ao oficial que também mostrasse sua identidade. Em resposta, o policial disse: “Você quer meu RG? Esse uniforme basta para você?”.
Diante do episódio que tinha acabado de acontecer, Wilson comentou que São Paulo vive em “um estado policial que se dá o direito de ter medidas totalmente autoritárias e totalitárias que lembram o fascismo”. Ele criticou a política de estado do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e reforçou que "o ato serviu para denunciar esse tipo de perseguição à população negra".
Segundo dados do Mapa da Violência no Brasil, enquanto o número de homicídios entre brancos diminuiu em cerca de 27,5 % entre 2002 e 2010, aumentou entre pretos e pardos, subindo em quase 18% no mesmo período. O estudo também revela que em 2011, o número de negros mortos foi, proporcionalmente, 139% maior do que de não-negros.

Sem política habitacional, remoções e despejos avançam em SP

Nenhum comentário:
Divulgação | extraída da página do Jornal Brasil de Fato
Daniele Silveira,
De São Paulo, da Radioagência NP


Moradores do centro e da periferia de São Paulo se reuniram para a realização de um ato em protesto contra as ordens de despejo e reintegração de posse que podem desalojar milhares de famílias em toda a capital paulista. A concentração para a manifestação, realizada na quarta-feira (11), iniciou na rua Mauá, no bairro da Luz. Os manifestantes percorreram o centro da cidade, até chegarem ao prédio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Cerca de 1500 pessoas participaram da ação.
Os manifestantes reivindicam que o poder público garanta alternativas habitacionais, oferecendo moradia digna para as famílias. Além disso, denunciam as ações de violência e intimidação que ocorrem antes e durante as remoções. Somente na Região Central de São Paulo, as ordens de reintegração de posse atingiram 560 famílias que ocuparam imóveis abandonados, e residem no local há pelo menos cinco anos.
A Justiça havia determinado a reintegração de posse a partir do dia 16 de julho do prédio da rua Mauá, onde residem mais de 200 famílias. A sentença foi suspensa por tempo indeterminado mediante recurso apresentado pelos moradores. O integrante da Assembleia Popular Jonathan Constantino considera uma vitória parcial o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo ter aceitado o recurso e ressalta a importância dos movimentos por moradia ficarem em alerta e resistirem.
“A gente não pode recuar, porque o histórico que a gente tem no estado de São Paulo, e aqui na cidade, é que quando a gente recua na nossa luta as forças de repressão e a Justiça do estado vêm pra cima da gente pela madrugada para tirar a gente do nosso lar. Então, a gente tem que permanecer na rua, permanecer construindo, lutar, reivindicando o direito de permanecer ali, pedindo a desapropriação daquele prédio para a construção de moradia social”, afirma Constantino.

Rodoanel
As ameaças de despejo não atingem somente o centro da cidade. As grandes obras também têm gerado remoções nas regiões mais afastadas. O governo de São Paulo, no início do mês de abril, publicou no Diário Oficial do estado a reabertura da licitação do trecho norte do Roadoanel e assinou decretos para desapropriar aproximadamente 250 imóveis. O empreendimento, orçado em R$6,5 bilhões, recebe recursos do governo do estado, do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e pode desalojar 10 mil pessoas.    
Famílias residentes de Perus, distrito da região noroeste de São Paulo, até a cidade de Guarulhos podem ser afetadas pela construção. Com uma extensão de cerca de 44km, o trecho norte do Rodoanel pretende interligar a Rodovia Fernão Dias e a Avenida Inajar de Souza aos trechos Leste e Oeste do anel viário.
Duilia Simões, moradora do bairro Jardim Paraná, região que será impactada pelas obras, relata o desencontro de informações sobre as moradias que serão atingidas.
“A Dersa [empresa responsável pelo gerenciamento da obra] alega que já tem os terrenos para as novas moradias, mas não abre para nós, não diz onde é. O Ministério Público deixou claro para nós que esses terrenos não existem. A obra já está quase na fase de cadastramento das famílias e nós não sabemos ainda sequer se existe um terreno ou não para as novas moradias”, relata Duilia.
Além dos problemas sociais, o empreendimento poderá trazer grandes impactos ambientais. A Serra da Cantareira, considerada a maior floresta em área urbana do mundo, terá suas reservas naturais atingidas. A serra possui o principal sistema de água da capital e abriga diversas espécies da Mata Atlântica.    
Nos trechos já implantados do Rodoanel (sul e oeste), a construção da rodovia afetou a dinâmica da vida dos moradores. Jonathan Constantino conta que as obras não tiveram planejamento adequado para atender as pessoas que vivem na região. “Da noite para o dia uma rodovia passa onde tinha uma avenida e você tem que tentar pular por cima de uma rodovia para ir para a escola que fica do outro lado. Têm regiões que os professores não conseguem mais chegar para dar aula, que as famílias não têm como atravessar a rodovia porque não tem passarelas. Os moradores tem que pagar pedágio, dar volta para entrar dentro de casa ou dar volta para sair para trabalhar”, descreve.
Itaquerão
Na Zona Leste de São Paulo, a construção do estádio “Itaquerão” para a Copa de 2014 também ameaça os moradores atingidos pela obra. O coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Benedito Barbosa, relaciona as remoções ao interesse do capital imobiliário.
“A gente sabe que essas obras na verdade estão abrindo fronteiras para a especulação imobiliária na cidade de São Paulo. Esse processo de remoção e despejo está atingindo quase 70 mil famílias na cidade de São Paulo, que estão sofrendo algum tipo de deslocamento em função desses megaprojetos e dessas megaobras, e uma agenda concentrada para terminar pelo menos grande parte desses projetos e dessas intervenções até 2014 com a realização da copa do mundo no Brasil”, alega Barbosa.
Na capital, há ainda outros projetos que podem gerar despejos, como o Nova Luz, as Operações Urbanas Água Branca e Lapa-Brás e o Parque Linear Várzea do Tietê. A estimativa dos movimentos de moradia é que o déficit habitacional do estado de São Paulo seja de 2 milhões de unidades.
Durante o ato foi tirada uma comissão de representantes dos moradores atingidos pelas remoções para se reunir com o presidente da CDHU. Entre os principais compromissos assumidos pelo órgão está a garantia de 660 unidades habitacionais na Região Central. O pagamento da bolsa aluguel para as famílias que ficaram desabrigadas após despejo na zona sul também foi retomado. O beneficio estava suspenso há 14 meses.