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domingo, 15 de julho de 2012

Ato em São Paulo pede fim de genocídio contra população negra

Divulgação | Original Agência Pulsar Brasil


Um grupo de pessoas protestou no início da noite desta quarta-feira (11) contra a intensificação da violência contra a juventude pobre e negra na periferia de São Paulo. O ato foi organizado por 39 entidades.







Os manifestantes denunciam que um genocídio vem ocorrendo por causa de um suposto revide da polícia militar à morte de seis agentes públicos. Desde o dia 13 de junho, pelo menos 127 pessoas morreram em situações com sinais de extermínio no estado.
O protesto aconteceu no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista. Por volta das 19h, dois policiais solicitaram a carteira de identidade de Wilson Honório da Silva, do Quilombo Raça e Classe, que se recusou a fornecer a documentação.
Wilson argumentou que a organização do protesto era horizontal, portanto, não havia um único responsável. Diante da insistência, ele pediu ao oficial que também mostrasse sua identidade. Em resposta, o policial disse: “Você quer meu RG? Esse uniforme basta para você?”.
Diante do episódio que tinha acabado de acontecer, Wilson comentou que São Paulo vive em “um estado policial que se dá o direito de ter medidas totalmente autoritárias e totalitárias que lembram o fascismo”. Ele criticou a política de estado do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e reforçou que "o ato serviu para denunciar esse tipo de perseguição à população negra".
Segundo dados do Mapa da Violência no Brasil, enquanto o número de homicídios entre brancos diminuiu em cerca de 27,5 % entre 2002 e 2010, aumentou entre pretos e pardos, subindo em quase 18% no mesmo período. O estudo também revela que em 2011, o número de negros mortos foi, proporcionalmente, 139% maior do que de não-negros.

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